quinta-feira, novembro 19, 2009

qui, 12/11/09 por TV Globo | categoria Superação


http://especial.viveravida.globo.com/portal-da-superacao/ - VIVER A VIDA DEPOIMENTO"

Solange foi adotada aos dois anos de idade e sempre recebeu muito amor e carinho de sua mãe. Estudou em bons colégios, fez faculdade e, um dia, quando chegava do trabalho, se deparou com o apartamento em que morava com a mãe todo destruído por um incêndio. A mãe estava em casa e morreu duas semanas depois em decorrência do acidente. Perderam tudo. Seu irmão, filho de sua mãe adotiva, ficou com toda a herança e deixou Solange sem nada, pois ela não era registrada legalmente como filha. Sua vida mudou radicalmente. Passou muita necessidade e morou de favor na casa do porteiro do seu prédio. O tempo passou e Solange ficou grávida do namorado. Três meses depois do nascimento do seu filho, ele a abandonou, ela acabou descobrindo que ele tinha outra família. Aos poucos, Solange foi retomando a sua vida. Só que mais uma vez a vida lhe lançou um obstáculo e a empresa que trabalhava há dezoito anos, faliu. Solange Klein se viu desempregada aos 45 anos, mas seu otimismo mais uma vez ajudou a encontrar a solução. Hoje, com sua vida reconstruída, vive de forma plena com seu filho apesar de todas as dificuldades que passou.

quinta-feira, abril 09, 2009

Confiança...

Nunca Confiar Demais

Nenhum homem acredita piamente em nenhum outro homem. Pode-se acreditar piamente numa ideia, mas não num homem. No mais alto grau de confiança que ele pode despertar, haverá sempre o aroma da dúvida – uma sensação meio instintiva e meio lógica de que, no fim das contas, o vigarista deve ter um ás escondido na manga. Esta dúvida, como parece óbvio, é sempre mais do que justificada, porque ainda não nasceu o homem merecedor de confiança ilimitada – a sua traição, no máximo, espera apenas por uma tentação suficiente. O problema do mundo não é o de que os homens sejam muito suspeitos neste sentido, mas o de que tendem a ser confiantes demais – e de que ainda confiam demais em outros homens, mesmo depois de amargas experiências. Acredito que as mulheres sejam sabiamente menos sentimentais, tanto nisto como em outras coisas. Nenhuma mulher casada põe a mão no fogo por seu marido, nem age com se confiasse nele. A sua principal certeza assemelha-se à de um batedor de carteiras: a de que o guarda que o apanhou poderá ser subornado.

Henry Mencken, in 'O Livro dos Insultos (1920)'